O Verdadeiro Mapa Mundi

O Mapa Mundi Verdadeiro



A forma como conhecemos o mundo está errada, mas por que nos ensinam de forma errada esse tipo de coisa na escola? O que mais será que aprendemos de errado? O que mais nos omitem?

Projeção Mercator

O modelo que vemos nas escolas, bibliotecas e etc, foi desenvolvido pelo geógrafo e cartógrafo Gerardus Mercator em 1569. Esse modelo nunca foi destinado para ser um mapa de parede, como o próprio Mercator declarou. O nome e as explicações dadas por Mercator para seu mapa (Nova et Aucta Orbis Terrae Description ad Usum Nevigantium Emendata: “descrição nova e aumentada da Terra corrigida para uso de marinheiros”) mostram que foi expressamente criado para o uso da navegação marítima. Embora o método de construção nunca tenha sido explicado por ele.

Projeção Mercator

Na Projeção Mercator (Mercator Projection), os polos do planeta são ampliados, como você pode ver na imagem abaixo:

Tissot Mercator

Como em todas as projeções de mapas, formas ou tamanhos são distorções da verdadeira disposição da superfície da Terra, já que o nosso planeta é redondo, e qualquer tentativa de representa-lo de forma achatada acaba se tornando errônea. A Projeção Mercator exagera as áreas longe da Linha do Equador. Por exemplo:

    • A Groenlândia tem quase o tamanho da África , quando na realidade a área de África é 14 vezes maior, a verdadeira área da Groenlândia é igual a da Argélia.
       
    • O Alasca tem a área no mapa como o Brasil, mas a área do Brasil é quase 5 vezes maior do que o Alasca.
       
    • A Finlândia aparece com uma extensão maior  do que a Índia, sendo que na verdade a Índia é muito maior.
       
    • A Antártica aparece como o maior continente, sendo infinitamente grande, embora seja na verdade o quinto em termos de área.
       
    • A Austrália na verdade é quase 3 vezes maior que a Groenlândia.
       

Essa é a real proporção entre a Groenlândia e Austrália:

Australia Groenlandia

Embora a Projeção Mercator ainda seja usada comumente para a navegação, pois foi para isso que ela foi criada, cartógrafos concordam que ela não é adequada para o mundo em geral como referência territorial devido à sua distorção da área de terra. Como resultado dessas críticas, atlas modernos nem usam mais a Projeção Mercator para mapas do mundo ou para áreas distantes da Linha do Equador.

Felizmente, ao longo das últimas décadas, a Projeção Mercator tem caído em desuso a partir de muitas fontes confiáveis​​. Em um estudo de 1980, dois geógrafos britânicos descobriram que o mapa Mercator não existia entre as dezenas de atlas examinados. Mark Monmonier também descobriu que os bons atlas deixavam de fora a Projeção Mercator.

Infelizmente, em muitas escolas brasileiras ainda existem mapas de parede Mercator, porque as grandes empresas de mapas ainda produzem mapas de parede utilizando a Projeção Mercator.

Existem inúmeras projeções de mapas, mas a que gerou mais polêmica após a Projeção Mercator foi a Projeção Gall-Peters.

Projeção Gall-Peters

A Projeção Gall-Peters foi descrita pela primeira vez em 1855 pelo clérigo James Gall. Ele deu o nome de “ortográfica” e publicou formalmente seu trabalho em 1885 na Revista Geográfica Escocesa.

Em 1967 Arno Peters, um cineasta e historiador alemão, elaborou um mapa de projeção idêntico à projeção ortográfica de Gall e o re-apresentou em 1973 como uma “nova invenção”. Ele promoveu como uma alternativa superior à Projeção Mercator, que distorce e aumenta o tamanho dos países europeus e norte-americanos. Ao usar a sua “nova” projeção, as nações mais pobres e menos poderosas poderiam ter seus territórios restaurados para suas proporções reais. Este raciocínio foi adotado por muitas entidades educacionais e religiosas. O argumento contra a Projeção Mercator pelo pessoal Pró-Peters geralmente discute sua “vantagem para as potências coloniais”, tornando a Europa e a América do Norte muito maior do que realmente é no globo.

Deixando de lado as discussões políticas, a Projeção Gall-Peters traz um mapa mantendo a proporção correta dos continentes, levando em consideração de que a Terra é redonda, e quanto mais distante da Linha do Equador, menor serão os territórios e continentes, veja o exemplo da imagem abaixo:

Tissot Gall-Peters

Embora a Projeção Gall-Peters tenha ganhado simpatizantes e até seja respeitada atualmente, os geógrafos e cartógrafos não aceitam a ideia de que Mercator tenha feito seu mapa de forma distorcida propositalmente para deixar os países europeus, que na sua época controlavam o mundo, maiores do que eles realmente eram.

Baseado na formula acima, esse é mapa de acordo com a Projeção Gall-Peters:

Projeção Gall–Peters

É visível como Groenlândia, América do Norte, Europa e Antártica ficam muito menores, enquanto América do Sul, África, Oriente Médio e Austrália são muito maiores.

Embora a Projeção Gall-Peters seja coerente, tentando reproduzir um mapa achatado da Terra, é um fato aceito de que qualquer representação retangular do nosso planeta, como a de Mercator, Gall-Peters e todas as outras, é errada, já que a Terra é redonda.

Em 1989, sete organizações geográficas norte-americanas (incluindo a Associação Cartográfica Americana, Conselho Nacional de Educação Geográfica, Associação de Geógrafos Americanos, e da National Geographic Society) aprovou uma resolução que pedia a proibição de todos os mapas de coordenadas retangulares.

Mapas Não-Retangulares

Mapas não-retangulares já estão entre nós há um longo tempo, esses modelos possuem as laterais arredondadas. A National Geographic Society adotou a Projeção Grinten Van der em 1922. Van der Grinten envolve o mundo em um círculo. Em 1988, eles mudaram para a Projeção Robinson, em que as altas latitudes são menos distorcidas em tamanho. Em 1998, eles passaram a usar a Projeção Winkel Tripel.

Projeção Robinson

A Projeção Robinson foi criada por Arthur H. Robinson em 1963, em resposta a um apelo da empresa fabricante de mapas Rand McNally, visando claramente atender a interesses comerciais. Robinson publicou detalhes de construção da projeção, em 1974. A National Geographic Society (NGS) começou a usar a projeção de Robinson para mapas do mundo de propósito geral em 1988, substituindo a Projeção Grinten Van der. Em 1998 A National Geographic Society (NGS) abandonou a Projeção de Robinson em favor de a projeção Winkel Tripel para esse uso, uma vez que “reduz a distorção de massas de terra perto dos pólos”.

Projeção Robinson

Projeção Winkel Tripel

A Projeção Winkel Tripel é uma das três projeções propostas por Oswald Winkel em 1921. O nome Tripel (Alemão para “triplo”) refere-se a meta de Winkel de minimizar três tipos de distorção: área, de direção e distância.

Projeção Winkel Triple

Então qual é o certo?

As Projeções de Robinson ou Winkle Tripel apresentam o mundo praticamente em um meio termo entre a Projeção Retangular de Mercator e a de Gall-Peters, apenas com a diferença das bordas arredondadas. Embora todos os cartógrafos concordem que, por exemplo, a Groenlândia é bem menor que a Austrália, as Projeções de Winkel Tripel (usada atualmente) e Robinson, reproduzem a Groenlândia quase do mesmo tamanho que a Austrália, e cometem erros semelhantes ao mapa de Mercator, como retratar a Europa e a América do Norte maior do que ela realmente é.

O National Geographic aponta como o melhor mapa, a Projeção Mollweide. E é a que melhor retrata a área dos continentes como ela realmente é.

Projeção Mollweide

A projeção foi publicada pela primeira vez pelo matemático e astrônomo Karl Brandan Mollweide, de Leipzig, em 1805. E foi popularizado por Jacques Babinet em 1857.

Projeção Mollweide

E onde é o meio do mapa?

Quase todos os mapas e projeções mostram a Europa no meio do mapa, o que está absolutamente errado. A única explicação para a Europa estar centralizada é que, as primeiras projeções e mapas foram criadas por pessoas que viveram lá, e se auto posicionaram como sendo o centro do mundo. E aprendemos de acordo com esses modelos pois foram os europeus que nos colonizaram, e nós aprendemos o que eles queriam, história, geografia, religião e etc. As projeções e mapas que foram trazidas para as colônias dos países europeus (como o Brasil), foram mapas com a Europa no meio e assim se perpetuou.

A disposição mais lógica e correta do mapa, sem nenhum interesse político e cultural, seria onde marca a primeira hora do dia,  como nesse modelo disponível no site do National Geographic:

Mapa do National Geographic

O dia na Terra começa em uma parte da Antártida. Depois na ilha de Kiribati, chamada Ilha Carolina. Por isso, não faz sentido os mapas e projeções posicionarem a Europa no meio.

Nós brasileiros estamos acostumados a ver o mundo da forma que vemos pois fomos, e ainda somos, uma colônia européia, e tudo que acreditamos e seguimos nos foi empurrado goela abaixo.

E quem disse que o norte é para cima?  

Na Terra sabemos quando algo está de cabeça para baixo porque temos como referencia o chão, mas no espaço não há fundo, chão ou topo para saber se a Terra está de cabeça pra baixo ou não. Então quem foi que disse que o sul é para baixo e o norte é para cima? Que a Europa fica na parte de “cima” e os países de terceiro mundo ficam na parte de “baixo”? Você sabe por quê nos mostram o mapa dessa forma?

Desde que tomamos consciência nos dizem que o norte do mundo fica acima da Linha do Equador e o sul abaixo dela. Mas norte, sul, leste e oeste são apenas palavras inventadas pelo homem. A bússola não aponta para o “norte”, e sim para os polos magnéticos da Terra, norte e sul, o homem inventou esses nomes para facilitar a interpretação dos mapas. E é claro que, conforme os impérios antigos exploravam o planeta e desenhavam os mapas, eles se colocaram na parte de “cima” do globo.

O satélite Blue Marble fotografou a Terra em sua orientação verdadeira:

Terra

Na foto acima vemos o continente africano. Partindo desse princípio, eu adotei como versão de mapa pessoal, a Projeção Hobo-Dyer.

Projeção Hobo-Dyer

Se os impérios da antiguidade fossem do hemisfério sul, tenho certeza que todos os mapas utilizados atualmente seriam como a Projeção Hobo-Dyer.

Projeção Hobo-Dyer

Ver o mapa com a Europa e América do Norte para cima tem um efeito psicológico sobre quem se “vê” abaixo deles. Não existe uma forma “correta” de ver o mundo, onde deve ser o meio ou se é o sul ou o norte que deve ficar para cima ou para baixo. Pois como eu disse, no espaço não há chão, então qualquer forma que você veja a Terra está correta.

A única coisa que realmente está errada nos mapas atuais é o tamanho dos continentes, a América do Sul e a África são muito maiores do que os mapas nos mostram, e a América do Norte, Europa e Groenlândia são muito menores. E a Projeção Hobo-Dyer posiciona o meio do mapa no lugar mais lógico (onde o dia na Terra começa) e respeita o tamanho dos continentes (deixando os países abaixo da Linha do Equador com seu tamanho correto).

Como explicar os mapas de GPS, Google Maps e outros?

Como explicar então os GPS’s, os mapas do Google, Bing e outros, que geralmente utilizam a Projeção Mercator (que é a errada) para construir seus mapas? É muito simples, não importa que projeção ou mapa um sistema utilize, existem fórmulas matemáticas que fazem com que qualquer projeção possa ser adaptada em mapas online ou de GPS. Quando você vê o mapa em GPS ou nesses sites de mapas, eles te mostram o mundo ou um continente de uma forma, mas conforme você vai ampliando o mapa, as fórmulas matemáticas corrigem automaticamente a posição das coisas. Por isso muitas vezes nos deparamos com lugares onde as ruas do mapa não se encaixam na visão via satélite real. Ou como naquele caso de erro no mapa da Apple, que mostrava as ruas de uma cidade no oceano.

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4 Comentários

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